quinta-feira, 24 de junho de 2010

1º Seminário de Cultura da CUT/SP

08 de junho de 2010 - Aconteceu o 1º Seminário de Cultura da CUT/SP
“Uma semente que germinou e está crescendo”, assim definiu Adi dos Santos Lima, Presidente da Central Única dos Trabalhadores do Estado de São Paulo, o coletivo de cultura da CUT/SP, idealizado por ele, no primeiro seminário para debater o tema.A mesa de abertura contou com a participação do Coordenador do coletivo de Cultura da CUT/SP e presidente do SindSaúde-SP, Benedito Augusto de Oliveira, do Secretário Geral da CUT/SP, Sebastião Cardozo e da Secretária Geral do Sindicato dos Bancários, Raquel Kacelnikas.Benedito Augusto de Oliveira ressaltou a qualidade da produção artística dos trabalhadores. “Nosso povo sempre fez música de qualidade, um exemplo disso é o samba e o hip-hop, e a burguesia se apropriou disso e começou a comercializar”. Para o coordenador do coletivo, é necessário o diálogo com a sociedade, com as universidades e com o movimento sindical, para que as pessoas se sintam incluídas como cidadãos.Sebastião Cardozo afirmou que o objetivo do coletivo é difundir e resgatar a cultura que os trabalhadores produzem. “Aqui no Brasil o povo é educado para entender que a cultura é realizada pela elite, e nós temos que debater a cultura na sua plenitude, pois sabemos que a classe trabalhadora produz muita coisa boa e não tem oportunidade para apresentá-la”.Para fazer parte da primeira mesa de debate foram convidados o representante do Ministério da Cultura e Coordenador do Plano Nacional da Cultura, Maurício Dantas, e o Professor do Instituto de Artes da UNESP, Alberto Ikada.Dantas parabenizou a Central pela iniciativa e pediu para que o movimento sindical faça pressão sobre os parlamentares para que seja colocada na pauta a votação do Vale Cultura. Ele também abordou a necessidade da reforma da Lei Rouanet. “Através da lei atual, as empresas privadas se utilizam de dinheiro público por meio de renúncia fiscal para realizar marketing pessoal e dizer que são patrocinadoras da cultura, decidindo o que devem ou não apoiar”, contesta. Durante o encontro, os integrantes do coletivo recitaram poemas, cantaram e fizeram pequenas apresentações. O poeta da região do Vale do Ribeira, Júlio César, emocionou os companheiros quando declamou um poema de Vinícius de Moraes, intitulado de Operário em Construção.O presidente da CUT/SP, Adi dos Santos Lima, encerrou a atividade enaltecendo a capacidade artística dos trabalhadores e reafirmando o compromisso da CUT/SP e CUT Nacional no apoio ao coletivo. Na parte da tarde, foram realizados trabalhos em grupos e uma nova reunião foi agendada para o próximo dia 17. O encontro foi realizado na terça-feira, (08), no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, que teve a presença de representantes de diversos sindicatos.

LANÇAMENTO DO COLETIVO DE CULTURA DA CUT/SP

Interpretação musical

Interpretação teatral

Apresentação de performance poética

LANÇAMENTO DO COLETIVO DE CULTURA DA CUT/SP


A Central Única dos Trabalhadores do Estado de São Paulo respirou arte na noite de 07 de dezembro de 2009. Dirigentes sindicais, políticos, artistas e representantes da classe trabalhadora ocuparam o saguão da Central localizado na região do Brás para uma agradável noite com apresentações artísticas, para acompanhar o lançamento do Coletivo de Cultura da CUT Estadual e do Centro de Documentação e Memória. A poetisa performática, Roselaine Cruz, recebeu os convidados com música instrumental, que atentos não perdiam qualquer movimento da artista e se deleitavam com a linda melodia emitida por Roselaine. Quem comandou a noite foi o presidente da CUT/SP, Adi dos Santos Lima, que ressaltou a importância da iniciativa. “Esse Coletivo terá como objetivo realizar inclusão social utilizando a cultura como mecanismo de transformação social”. Adi aproveitou para anunciar a criação do Centro de Documentação e Memória que socializará informações que contam a história da CUT a partir de janeiro de 2010. A coordenação do Coletivo estava representada pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Benedito Augusto de Oliveira (Benão), e pela vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à Criança, ao Adolescente e a Família do Estado de São Paulo, Darlene Afonso. Benão que é escritor e diretor teatral adiantou que a função do Coletivo será o de organizar debates, encontros, fóruns, saraus, conferências, mostras, oficinas de capacitação e festivais, e assim participar dos debates culturais no país. “Não podemos ficar de braços cruzados e absorver os enlatados e lixos culturais que são oferecidos pela grande mídia. O governo Lula avança com incentivos a cultura e a maior Central Sindical do país não pode ficar de fora”. O presidente do PT/SP, Edinho Silva, fez parte da mesa de trabalho e afirmou que a CUT demonstra sua responsabilidade com a sociedade. “O papel dos movimentos sociais é pautar o governo, e a CUT sabe de sua responsabilidade, com esse coletivo a Central poderá brigar por mais orçamento para investimento em cultura e políticas públicas”. O ator, militante e ex- Secretário de Cultura de São Paulo e São Bernardo do Campo, Celso Frateschi, se colocou à disposição para ajudar o coletivo. Ele lembrou que os trabalhadores do Brás se reuniam nos círculos de operários para apresentar peças e discutir cultura. “Precisamos de mais espaço para desenvolver e resgatar nossos valores e com a criação desse coletivo fica demonstrado que movimento sindical reivindica não só direitos do estômago mais também do espírito”. Para contemplar a noite Celso Frateschi deu uma aula de interpretação. Mesmo sem palco, cortina e cenário o ator reviveu Horácio, um guerreiro romano que se vê julgado pelo seu povo por duas atitudes controversas, a consagração por se tornar herói de guerra e a punição pelo assassinato de sem motivo de sua irmã. Após o monólogo foi oferecido um coquetel ao som de músicas que fazem referência ao período da ditadura militar interpretado pelo músico e apresentador Ernesto Guevara.